O turismo dos residentes em Portugal atingiu um novo máximo histórico em 2025, com 26 milhões de viagens realizadas. Este valor representa um crescimento de 13,7% face a 2024 e marca, pela primeira vez, a superação dos níveis registados antes da pandemia.
A dinâmica foi transversal a todo o setor. As deslocações dentro do país continuaram a dominar, representando 85,2% do total, o equivalente a 22,2 milhões de viagens. Ainda assim, o turismo internacional também registou um desempenho relevante, com 3,86 milhões de viagens, igualmente num máximo histórico.
Lazer lidera, mas viagens de negócios recuperam
O principal motivo para viajar manteve-se ligado ao lazer, recreio ou férias, responsável por mais de metade das deslocações, com 50,2%. Em seguida surgem as visitas a familiares ou amigos, com 37,5%.
Já as viagens profissionais, apesar de representarem apenas 7% do total, destacaram-se pelo crescimento mais acentuado, com uma subida de 23,9%. Este aumento evidencia uma recuperação significativa deste segmento.
Alojamento gratuito continua dominante
O alojamento particular gratuito permaneceu como a principal opção, concentrando 58,4% das dormidas. Ainda assim, verificou-se uma ligeira perda de peso relativo.
Por outro lado, os hotéis e estabelecimentos similares reforçaram a sua posição, atingindo 25,3% das dormidas. O alojamento particular pago representou 12,2%.
A duração média das viagens fixou-se em 3,9 noites, o valor mais baixo desde 2016. Este indicador sugere uma mudança de comportamento, com estadias mais curtas, mas possivelmente mais frequentes ao longo do ano.
Espanha lidera destinos internacionais
Entre os destinos no estrangeiro, Espanha manteve-se como o principal mercado, absorvendo 38,8% das viagens. França e Itália completam o top três.
No total, os países da União Europeia concentraram cerca de 69,7% das deslocações internacionais.
Em território nacional, o Norte consolidou-se como a principal região de destino, seguido pelo Centro. Já o Oeste e Vale do Tejo destacou-se pelo maior crescimento de representatividade.
Evolução ao longo do ano revela sazonalidade
O comportamento ao longo de 2025 evidenciou diferentes ritmos de crescimento. No primeiro trimestre, registou-se uma evolução moderada, com aumento de hóspedes, mas ligeira redução das dormidas, influenciada pelo calendário da Páscoa.
No segundo trimestre, o setor acelerou de forma significativa, com um crescimento de 22,1% e cerca de seis milhões de viagens. Este desempenho foi impulsionado pela concentração da Páscoa em abril.
Durante o verão, no terceiro trimestre, o crescimento manteve-se, mas abrandou para 8%, totalizando 8,9 milhões de viagens. O lazer dominou este período, com estadias mais longas, atingindo uma média de 5,42 noites.
Já no último trimestre, o turismo voltou a ganhar força, com um crescimento de 13,2% e mais de seis milhões de viagens. As visitas a familiares ou amigos tornaram-se a principal motivação, refletindo a sazonalidade típica do final do ano.
Neste período, quase um quarto da população residente realizou pelo menos uma viagem.
Metade dos residentes viajou em 2025
No total, cerca de metade da população residente em Portugal realizou pelo menos uma viagem turística ao longo do ano. Este indicador confirma a consolidação do turismo interno como um dos pilares do setor, com impacto direto na economia e na distribuição regional da procura.





























