O turismo em Portugal entra em 2026 numa nova fase. Depois de anos de crescimento recorde, o setor mostra sinais de abrandamento. Ainda assim, as perspetivas continuam positivas, com aumento esperado de hóspedes, dormidas e receitas.
Segundo a Associação da Hotelaria de Portugal (AHP), o país deverá manter uma trajetória de crescimento, apesar de um contexto internacional mais instável e de custos operacionais mais elevados.
Crescimento mais moderado, mas consistente
As previsões apontam para um aumento mais contido face a anos anteriores. A AHP estima um crescimento de cerca de 2,5% no número de hóspedes, 1,7% nas dormidas e 3% nas receitas em 2026.
Este abrandamento não indica fragilidade. Pelo contrário, reflete uma fase de consolidação após máximos históricos recentes. O turismo português continua a afirmar-se como um dos principais motores da economia nacional, representando mais de 10% do PIB. Além disso, projeções apontam para um volume entre 31 e 34 milhões de hóspedes, mantendo níveis elevados de procura.
Os desafios que estão a travar o ritmo
O abrandamento tem causas claras. A instabilidade geopolítica global é uma das principais, afetando a confiança dos consumidores e os fluxos internacionais.
Ao mesmo tempo, os custos operacionais no setor turístico continuam a subir. Energia, recursos humanos e cadeias de fornecimento estão a pressionar margens, obrigando as empresas a repensar estratégias.
Este cenário exige maior eficiência e capacidade de adaptação por parte dos operadores turísticos.
Um setor mais estratégico e tecnológico
Apesar dos desafios, o turismo em Portugal está a evoluir. A digitalização e a personalização da experiência ganham peso, com a inteligência artificial a surgir como suporte à oferta turística.
Ao mesmo tempo, cresce a procura por experiências mais autênticas, estadias mais longas e destinos menos massificados. Estes fatores estão a redefinir o perfil do turista e a forma como os negócios operam.
Oportunidades para empresas do setor
Num contexto de crescimento mais moderado, a competitividade deixa de depender apenas da procura. Passa a depender da eficiência, da diferenciação e da capacidade tecnológica.
Para hotéis, alojamentos locais e operadores turísticos, isto significa:
- Otimizar operações para reduzir custos
- Melhorar a experiência do cliente
- Apostar em soluções digitais
- Personalizar serviços e comunicação
A tecnologia deixa de ser um complemento e passa a ser um fator crítico de sucesso.
O papel das soluções tecnológicas no turismo
Num mercado mais exigente, soluções digitais tornam-se essenciais para responder aos novos desafios. Desde gestão de redes e conectividade até plataformas de comunicação com hóspedes, a infraestrutura tecnológica impacta diretamente a experiência do cliente.
Empresas que investem em soluções integradas conseguem:
- Melhorar a eficiência operacional
- Reduzir custos de infraestrutura
- Garantir conectividade estável para hóspedes
- Recolher dados para decisões estratégicas
Num setor cada vez mais orientado à experiência, a tecnologia é um diferenciador competitivo.





























